O relatório, assinado pelo responsável técnico Samuel Kruchin, trata das movimentações da empresa escolhida para a obra, de mais de R$4 milhões, para a reforma do prédio tombado pelo patrimônio histórico e arquitetônico nas esferas federal e estadual, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Incentivo à Cultura (PNAB) e liberação da Secretaria de Estado da Cultura, Economia, e Indústria Criativas.
As intervenções começaram em 20 de julho, com expectativa de entrega até o final de junho de 2028. No documento de 12 páginas, que conta com 70 imagens, foram registrados momentos como a mobilização de funcionários e equipamentos, o escoramento do piso no segundo pavimento, constatação da necessidade de remoção de áreas com massa solta das paredes internas do primeiro pavimento (incluindo hall e escadaria), proteção do piso da sacada do segundo pavimento, escoramento do piso e forro de paredes, piso e forro no segundo e terceiro andares, além da remoção da fiação elétrica e luminárias.
Os restauradores também demonstraram que as intervenções no telhado foram divididas em três setores, visando a reposição das peças deterioradas da estrutura de madeira, correção, reposição de trechos de manta térmica e entelhamento, além da verificação de uma viga estrutural de madeira com risco de rompimento, que passou por escoramento.
“Estamos acompanhando de perto este trabalho, que é fundamental para o resgate e preservação da nossa história, além de permitir a consolidação de um novo equipamento de cultura que será usufruído por várias e várias gerações, quando preservado da forma correta”, afirmou o diretor-presidente da Fundart, Durval Netto.
Histórico
O Sobradão do Porto foi construído em 1846 para abrigar a casa comercial e residência de Manoel Balthazar da Cunha Fortes, servindo como principal ponto de escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba na segunda metade do século XIX.
Após o fim do Ciclo do Café no Vale do Paraíba, o imóvel foi destinado a vários usos, sendo notado em 1936 por Mário de Andrade por sua importância histórica e arquitetônica. Foi tombado em 1959 e é usado desde 1981 pela Fundart.
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Com informações da Prefeitura de Ubatuba





