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Apresentação do Projeto “Vozes do Guarujá: o audiovisual como mecanismo de memória”, aconteceu na última quinta-feira (10), no Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)

Na última quinta-feira (10), o município de Guarujá esteve representado no XXVIII Encontro Estadual de História, realizado pela Associação Nacional de História (ANPUH-SP), entre os dias 7 e 11, no Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP), com a apresentação do Projeto “Vozes do Guarujá: o audiovisual como mecanismo de memória”.

O trabalho analisou a experiência do Projeto de História Oral, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura de Guarujá (Secult) desde março de 2025, ressaltando o uso do audiovisual e da linguagem documental como ferramentas centrais de história pública e democratização da memória local.

A pesquisa evidenciou como a captação de relatos em vídeo confere materialidade, protagoniza e salvaguarda, a sujeitos e manifestações culturais historicamente invisibilizados na Ilha de Santo Amaro — como o samba, religiões de matriz africana, fanfarras, teatro e a cultura do surfe.

Além de contrapor a narrativa histórica elitizada e focar no patrimônio imaterial da Cidade, a iniciativa se consolidou como uma política pública essencial de preservação da diversidade guarujaense, representada no evento por Emerson Porto Ferreira, integrante da equipe de Patrimônio da Secult, que atuou na coordenação de simpósio temático e na apresentação da comunicação oral.

“No Encontro de História, reforçamos a importância de olhar para além dos documentos tradicionais. O resgate da oralidade é a ferramenta que traz para o centro do debate acadêmico as vozes, as lutas e as memórias que o tempo e o registro escrito tentaram apagar. Pesquisar história oral é praticar a escuta atenta e dar voz à nossa pluralidade”, ressaltou o secretário de Cultura de Guarujá.

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Com informações da Prefeitura de Guarujá

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