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Com informações da Agência São Paulo

Serviço atende mulheres em situação de violência doméstica ou familiar; filhos menores de idade também podem ser acolhidos

Publicado em 27/09/2026 – 10:13

A equipe técnica realiza a escuta, avalia o risco e define a forma de proteção mais adequada para cada caso. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Mulheres em situação de violência doméstica ou familiar podem buscar atendimento na rede de assistência social para acesso a serviços de acolhimento. O estado de São Paulo conta com 47 abrigos regionais e municipais, presentes em 92 municípios, com capacidade para atender 1.296 pessoas.

Os abrigos oferecem acolhimento em ambiente seguro e sigiloso para que as mulheres possam se afastar do agressor. Filhos menores de idade também podem ser acolhidos junto às mães, preservando a unidade familiar durante o período de atendimento.

Ao todo, são 12 unidades regionais e 35 municipais. O acolhimento pode durar até seis meses, com possibilidade de prorrogação conforme avaliação técnica da equipe responsável. As unidades são cofinanciadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), e administradas pelos municípios.

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Como buscar atendimento

O acesso começa pela rede de assistência social do município. Mulheres em situação de violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou sob ameaça podem procurar o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo da residência.

A equipe técnica realiza a escuta, avalia o risco e define a forma de proteção mais adequada para cada caso. Quando há risco à integridade física, a mulher pode ser encaminhada para um abrigo, acompanhada dos filhos, quando necessário. O acolhimento é voluntário.

O que os abrigos oferecem

Durante o período de acolhimento, são oferecidos serviços socioassistenciais que incluem:

  • Acolhida em ambiente seguro e sigiloso;
  • Alimentação;
  • Acompanhamento psicossocial;
  • Encaminhamento para serviços de saúde;
  • Orientação sobre trabalho e geração de renda;
  • Suporte jurídico, quando necessário;
  • Ações de qualificação profissional;
  • Encaminhamentos para inclusão produtiva;
  • Apoio para o fortalecimento da autonomia pessoal, social e financeira.

O atendimento é realizado de forma articulada com diferentes áreas do poder público. O trabalho social desenvolvido nos serviços envolve a integração com a rede socioassistencial, os serviços de saúde, o sistema de Justiça e os demais integrantes da rede de proteção.

Essa atuação conjunta busca garantir às mulheres e aos seus filhos acesso a atendimento jurídico, psicossocial e benefícios socioassistenciais, além de criar condições para o rompimento do ciclo de violência e para a reconstrução da autonomia.

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