Plano conjunto da Defesa Civil e Sedeas organiza atuação de 317 profissionais do SUA no atendimento a famílias atingidas por enchentes, alagamentos e outras ocorrências
Em situações de emergência, a rapidez da resposta pode fazer diferença na vida de uma família. Para organizar o fluxo desse atendimento e definir responsabilidades antes que uma ocorrência aconteça, a Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas), em parceria com a Defesa Civil, estruturou o Plano Operacional Setorial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em Situação de Calamidade.
O documento estabelece as diretrizes para a atuação da Sedeas nas etapas de pré-emergência, emergência e pós-emergência, em ocorrências como enchentes, alagamentos, deslizamentos, ventos fortes, incêndios e interdições de imóveis. A proposta é garantir uma resposta mais rápida e organizada, principalmente para famílias que já vivem em situação de vulnerabilidade.
De acordo com o protocolo, o acionamento começa pela Defesa Civil, responsável pela avaliação técnica da ocorrência e pela indicação dos territórios e locais seguros. A partir daí, os gestores das secretarias envolvidas mobilizam suas equipes.
Na Assistência Social, todo o efetivo da Sedeas, formado por 317 profissionais, poderá ser mobilizado conforme a dimensão da emergência. Centro de Referências da Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), os acolhimentos institucionais, Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Segan), a Casa de Assistência Integrada (Casa Cai) e demais equipamentos da rede de proteção social poderão participar da operação.
O primeiro contato com as famílias é feito por meio de escuta qualificada, identificação das necessidades imediatas e levantamento de situações que exigem atenção específica, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Quando houver necessidade de deixar o imóvel, a família poderá ser encaminhada para acolhimento provisório em local indicado pela Defesa Civil. Escolas e quadras esportivas também poderão ser utilizadas, conforme a necessidade e as condições de segurança.
Proteção continua depois da emergência
O plano também prevê o registro das famílias atingidas para permitir o acompanhamento posterior e a articulação com outras políticas públicas.
Entre as medidas previstas estão a inscrição ou atualização do Cadastro Único e o acesso ao Benefício Eventual na modalidade auxílio em situações de desastre e calamidade pública, conforme os critérios estabelecidos.
A integração envolve ainda as secretarias de Obras, Planejamento, Operações Urbanas e Educação, responsável, quando necessário, por disponibilizar unidades escolares e apoiar a estrutura de acolhimento e alimentação.
“O papel da Assistência Social é garantir que, depois que uma família precisar sair de casa, ela tenha para onde ir, seja identificada, acolhida, continue sendo acompanhada e tenha seus direitos garantidos. Quem já vive em situação de vulnerabilidade é quem mais pode perder em uma emergência”, explica o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social.
Protocolo entra em nova fase
Estruturado a partir de janeiro de 2026, o plano teve as equipes da Sedeas capacitadas em março. O documento passa agora por revisão para incorporar novas orientações diante do cenário de eventos climáticos extremos e alterações nos padrões de chuva.
A previsão é concluir a atualização em outubro, com nova capacitação dos profissionais, e iniciar a utilização do protocolo revisado em novembro. A necessidade da construção do Plano intersetorial é reforçada pelo histórico recente: 418 pessoas atingidas pelas chuvas foram atendidas pela Assistência Social na região do Perequê em 2023. Além disso, o Plano de Contingência Municipal aponta 14 áreas de risco alto, onde estão aproximadamente 2.054 moradias vulneráveis e 6.781 pessoas.
O objetivo do protocolo é justamente evitar que, diante de uma nova emergência, a resposta comece do zero: “Cada equipe sabe quando será acionada, qual será sua função e como a família atingida deverá ser acolhida e acompanhada”, conclui o secretário.
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Com informações da Prefeitura de Guarujá





