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A primeira equipa de refugiados juvenis está de malas feitas rumo aos Jogos Olímpicos de Juventude que decorre de 31 de outubro a 13 de novembro de 2026 em Dakar, capital do Senegal. 

Os treinos pré-competição da equipa decorrem no Oeste do Quénia.

Fonte de inspiração 

A Agência da ONU para os Refugiados considerou o momento de histórico e revelador do potencial dos refugiados em face a oportunidades. A participação traz à tona o papel da África na demonstração do poder do desporto para transformar a vida de pessoas forçadas a fugir.

A equipa inicial é composta de seis atletas originários de diferentes países do continente que vão competir nas modalidades de atletismo, judo e taekwondo, representando milhões de deslocados africanos.

Inspiração 

Os jovens são geridos pela Fundação Olímpica para os Refugiados e contam com apoio dos Comités Olímpicos Nacionais do Quénia e do Uganda, atuais países de residência dos atletas.

Para o Diretor Regional do Acnur para a África Ocidental e Central, Abdouraouf Gnon-Konde, os jovens atletas são uma fonte de inspiração para as mais de 10 milhões de crianças menores de 17 anos em condição de deslocadas à força.

Fim do ciclo 

A missão é chefiada pelo Embaixador de Boa Vontade do Acnur, Yiech Pur Biel, que competiu na primeira Equipa de Refugiados nos Jogos Olímpicos de Verão Rio 2016, no Brasil. 

Ele fugiu da guerra no Sudão do Sul em 2005 e passou a maior parte da sua vida em Kakuma, no Quénia.

O atleta vem representando refugiados em diversas competições desportivas em todo o mundo e a sua mais recentemente participação foi nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Falando no centro de estágio no oeste do Quénia, Biel diz ser uma oportunidade extraordinária participarem não apenas como refugiados, mas como concorrentes ativos, capazes de prosperar, ter sucesso e impactar a vida de outras pessoas.

Dakar, Diamniadio e Saly

O Acnur quer apoiar os jovens como forma de oferecer esperança e sentido de pertença. Cerca de 2700 atletas são esperados, em diversas modalidades, nos primeiros Jogos Olímpicos da Juventude a serem realizados em África.

De lembrar que a Fundação Olímpica para Refugiados apoia a qualificação de refugiados aos jogos olímpicos, em todo o mundo através de bolsas de treino e competição. A  parceria envolve os Comités Olímpicos Nacionais.

Segundo as estatísticas mais recentes do Acnur,, os deslocados à força no mundo no final de 2025 foram mais de 117 milhões, 39 milhões dos quais foram acolhidos na África Subsariana. Cerca de um terço deste total são refugiados e requerentes de refúgio, metade dos quais são crianças.

*Amatijane Candé é o correspondente da ONU News na Guiné-Bissau. Matéria produzida com informações do Acnur.

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Com informações da ONU

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