Os cafeicultores que participaram da trilha de acompanhamento em 2026 tiveram seus cafés avaliados pela metodologia de análise sensorial da Specialty Coffee Association (SCA), que considera dez atributos: aroma, sabor, retrogosto, acidez, corpo, uniformidade, ausência de defeitos, doçura mínima, balanço e conceito final.

Os cafés mais bem pontuados foram revelados durante o simpósio. Na categoria Café Arábica, o primeiro lugar ficou com Neidimar Macedo, de Itambacuri, com 85,5 pontos. A mostra apresentou perfil sensorial com notas de frutas vermelhas, morango e framboesa, acidez média e corpo licoroso. Na sequência, Eduardo Luiz Spadetto, também de Itambacuri, somou 81,5 pontos, e Washington Batista, de Ladainha, fechou o pódio com 80,0 pontos.
Já na categoria Café Conilon, a primeira colocação foi para o casal Robson Quaresma e Edcléia Gomes, de Novo Oriente de Minas, com 86,0 pontos, com um café de notas de açúcar mascavo, floral, chocolate, caramelo e melaço, acidez média e corpo macio. Fabio Junior Soares, de Pavão, ficou em segundo lugar, com 84,75 pontos, e Elza Maria Soares, de Teófilo Otoni, em terceiro, com 83,5 pontos.
A atuação do Sebrae Minas junto aos cafeicultores do Vale do Mucuri foi estruturada em quatro etapas ao longo da safra. A primeira, de visitas de pré-colheita, consistiu na avaliação inicial das propriedades, com levantamento do potencial dos cafés, observação da maturação e da florada, verificação da estrutura de secagem disponível e planejamento das estratégias de colheita. Em seguida, a equipe técnica acompanhou a colheita dos frutos maduros e orientou os produtores quanto à seleção dos lotes, aos processos de fermentação e lavagem, ao manejo pós-colheita e ao início da secagem.
A terceira etapa se concentrou no acompanhamento da secagem e do armazenamento, com orientações sobre o manejo correto dos grãos, o controle da umidade e o armazenamento adequado dos lotes. Por fim, a etapa de análise sensorial e apresentação dos resultados foi concluída com as provas dos cafés produzidos ao longo da safra.
Expansão da Cafeicultura do Vale
Durante o simpósio, os cafeicultores do Vale do Mucuri também foram mobilizados para a adesão à certificação fair trade, prática de comércio justo que passa a ser o próximo passo do trabalho conduzido pelo Sebrae Minas na região. A próxima etapa prevê uma sensibilização dos produtores para promover a sustentabilidade, a valorização da atividade cafeeira e a introdução de práticas de comércio justo. “Queremos conectar a produção de cafés especiais da região a mercados internacionais mais exigentes e conscientes em relação à origem e às condições de produção”, destaca a analista do Sebrae Minas Kamila Eugênio.
O fair trade é um selo de certificação internacional que garante aos produtores rurais condições comerciais mais justas, com preços mínimos garantidos, prêmios sociais aplicados em benefício das comunidades produtoras e exigências relacionadas à sustentabilidade ambiental e às condições de trabalho. Na prática, o modelo reduz a exposição dos cafeicultores às oscilações do mercado internacional, assegurando uma remuneração mais estável e, em muitos casos, superior à obtida na comercialização convencional.
Os recursos adicionais gerados pelo prêmio social são revertidos em investimentos coletivos, como infraestrutura, capacitação e melhorias na própria produção, o que amplia o impacto do certificado sobre a renda e a qualidade de vida dos produtores.
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Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Jequitinhonha e Mucuri
Samuel Martins – [email protected]
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Com informações do SEBRAE MG





