A Prefeitura de Taubaté, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social, ampliou as ações de atendimento e proteção às mulheres vítimas de violência doméstica em 2026. Os dados mais recentes da rede municipal apontam crescimento na procura e no acolhimento de mulheres e seus filhos, além do aumento no número de beneficiárias do auxílio-aluguel, programa estadual destinado a mulheres em situação de violência doméstica.
O benefício de R$ 500 mensais tem como objetivo contribuir para que mulheres possam romper com o ciclo de violência e construir condições para uma vida com maior autonomia e segurança. Em Taubaté, os atendimentos relacionados ao benefício são articulados pela rede de proteção, que envolve os Creas I e II (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e a Casa da Mulher.
No ano passado, 25 mulheres foram inseridas no auxílio-aluguel. Em 2026, até julho, esse número chegou a 36 mulheres, representando um aumento de 44% em relação ao ano anterior. Além disso, 18 casos tiveram o benefício renovado por mais seis meses, após o encerramento do primeiro período de concessão.
Entre julho de 2025 e julho de 2026, os CREAS registraram 77 casos de mulheres vítimas de violência inseridos no Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI). Do total, 30 casos foram inseridos pelo CREAS I, que atualmente acompanha 16 situações, enquanto o CREAS II registrou 47 inserções, com 18 situações atualmente em acompanhamento. Atualmente, a rede municipal mantém 34 situações de mulheres vítimas de violência em acompanhamento.
O Paefi é um serviço especializado oferecido pelos CREAS para famílias e indivíduos que vivenciam situações de violação de direitos, como a violência doméstica e familiar. O atendimento envolve acolhimento, orientação, acompanhamento especializado e articulação com os demais serviços da rede de proteção, com foco na garantia de direitos e no enfrentamento das situações de violência.
Outro importante serviço da rede municipal é a Casa Abrigo para Mulheres em Situação de Violência Doméstica, destinada ao acolhimento de mulheres que precisam de proteção, juntamente com seus filhos, diante de situações de risco.
Em 2025, 50 pessoas foram acolhidas, sendo 24 mulheres e 26 crianças e adolescentes. No mesmo período, seis pessoas, sendo três mulheres e três crianças, foram encaminhadas ao Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas. Também foram 10 mulheres incluídas no auxílio-aluguel.
Em 2026, até o momento, a Casa Abrigo já acolheu 68 pessoas, sendo 28 mulheres e 40 crianças e adolescentes. O número representa 18 pessoas a mais acolhidas em 2026, até o momento, em comparação com todo o ano de 2025. No período, uma pessoa foi encaminhada ao Provita e 13 mulheres foram incluídas no auxílio-aluguel.
Os números reforçam a importância da estrutura de atendimento e acolhimento oferecida pelo município para mulheres que enfrentam situações de violência doméstica, garantindo não apenas proteção emergencial, mas também acompanhamento especializado e acesso a políticas públicas que podem contribuir para a reconstrução da autonomia e da segurança.
Rede de proteção
A atuação da Prefeitura de Taubaté ocorre de forma integrada por meio dos serviços da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social, incluindo os CREAS, a Casa da Mulher e a Casa Abrigo, com articulação junto à rede de proteção e aos programas estaduais.
A iniciativa integra as ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher realizadas durante o Agosto Lilás, campanha de mobilização pelo fim da violência contra as mulheres.
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Com informações da Prefeitura de Taubaté





