Com informações da Agência São Paulo
Pesquisa realizada pelo Procon-SP para ajudar o consumidor nas suas escolhas diárias revelou diferenças significativas nos preços médios de alimentos e bebidas que compõem o tradicional café da manhã paulista, conforme o estabelecimento e a região da cidade. Os resultados mostram, por exemplo, que o preço médio do quilo do pão italiano apresentou variação de 55%, sendo o maior preço médio encontrado de R$ 46,31 na zona oeste e o menor de R$ 29,93 na zona leste de São Paulo. Outra variação expressiva foi no preço médio do pão francês integral (40%), sendo o valor menor constatado também na zona leste (a R$ 27,70) e o maior também na zona oeste (a R$ 38,77).
O relatório completo com todos os preços pesquisados, percentuais de variação, comparação com outras cidades, metodologia adotada e orientações ao consumidor está disponível aqui: https://www.procon.sp.gov.br/wp-content/uploads/2026/10/Relatorio-Padaria-2026-NP.pdf
Entre as bebidas envolvidas, a maior diferença de preço médio verificada, de 47%, foi no copo de café coado (entre a zona leste, a R$ 8,01, e a zona sul, a R$ 11,76). Entre os lanches, a maior variação, de 26%, foi no pão francês na chapa com manteiga (menor preço médio na zona sul, a R$ 6,65, e maior na zona norte, a R$ 8,39). Entre os combinados, o destaque foi o pão com manteiga na chapa com copo de café coado (na zona leste, a R$ 14,19, e na zona norte, a R$ 19,74, variando 39%).
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A iniciativa – que está em sua terceira edição – é promovida anualmente em alusão ao Dia Mundial do Pão, comemorado em 16 de outubro. Foram comparados os preços de 18 itens e 10 combinados como pão francês, pão de queijo, pão italiano, café coado, café expresso, café com leite/pingado, pão na chapa com manteiga, misto quente e outros produtos. A coleta foi realizada nos dias 22 e 23 de setembro em 50 padarias distribuídas igualmente pelas cinco regiões do município de São Paulo: Centro, Leste, Oeste, Norte e Sul.
Pesquisa 2025 e 2026
Os especialistas também compararam os preços dos resultados da pesquisa de 2025, sendo que no caso do quilo do pão francês houve uma variação positiva de 4,44%, o preço médio era de R$ 23,64 em 2025 e foi para R$ 24,69 em 2026.
Outras variações que se destacam foram o quilo do pão de queijo, cujo preço passou de R$ 72,96 para R$ 80,56 – uma variação de 10,42%; e o pão francês na chapa com manteiga, que passou de R$ 6,91 para R$ 7,48 – aumento de 8%. Já o quilo do pão italiano teve uma queda de quase 10% (entre R$ 43,44 e R$ 39,17)
O levantamento também foi realizado no mesmo período em outras nove cidades: Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Vicente, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Os resultados podem ser consultados aqui: https://www.procon.sp.gov.br/pequisa-padarias-2026/
Na hora da compra
O Procon-SP orienta os consumidores a pesquisarem preços antes de efetuar a compra e a considerar também aspectos como qualidade, quantidade e peso dos produtos oferecidos.
Outro ponto importante é avaliar o perfil de quem irá consumir o alimento – fatores como idade, preferências pessoais e eventuais restrições alimentares devem ser levados em conta na escolha dos produtos.
Produtos fabricados e embalados pelo estabelecimento (doces, tortas, salgados e bolos) devem ter informações sobre data de validade, peso, ingredientes e se contém glúten e alergênicos
Direitos na hora do pagamento
- Os estabelecimentos podem optar por não aceitar vale-refeição. No entanto, quando divulgam essa forma de pagamento, não podem recusá-la nem impor restrições relacionadas a valor mínimo, dias ou horários de utilização;
- Em pagamentos realizados com cartão, não é permitido exigir valor mínimo para a compra;
- Promoções com prazo determinado devem informar de forma clara a data de término da oferta;
- Balas, chicletes ou similares não podem ser oferecidos como substitutos do troco em dinheiro.
Consumidores que enfrentarem problemas relacionados a preços, cobrança ou atendimento podem registrar reclamação por meio do portal do Procon-SP (https://www.procon.sp.gov.br/). As irregularidades sanitárias devem ser denunciadas à Vigilância Sanitária do município.




