.

Com informações da Agência Brasil

Eleitores encontraram longas filas e movimentação intensa na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), maior local de votação do estado e do país nestas eleições. Localizada no bairro de Perdizes, na Zona Oeste da capital, a instituição de ensino superior espera receber 17 mil eleitores, distribuídos em 46 seções.

Em ao menos duas delas, houve mais de uma hora de espera nesta manhã. Na seção 35, foi preciso substituir a urna duas vezes. Já a seção 440, próxima a rampas e elevadores, é referência em acessibilidade e para a população idosa e também registrou filas.

>> Eleição vai até as 17h. Saiba mais

Por volta das 9h40, o aposentado Ernesto Ferreira Pires (foto) já contava uma hora e meia de espera. Embora tenha votado rápido em sua seção, esperava a mulher, Mirian.

“Viemos cedo para acompanhar minha filha, que não mora no bairro, mas continua votando aqui. Ela também votou rápido, o processo de votação em si está sendo rápido. Mas, pelo visto, será assim o dia inteiro”, ponderou.

Durante a entrevista, Miriam chegou e agradeceu a paciência. “Valeu a espera, pela democracia e pela soberania.”

Marco La Rosa de Almeida chegou com a esposa por volta das 8h40 e, às 10h20, ainda esperava pela votação dela na seção 440.

“Esta seção é assim em todos os anos, com muita fila e dificuldades. Tem de redistribuir um pouco o pessoal. Na última eleição, foram três horas de fila, e é a única na qual a fila preferencial não funciona na prática”, se queixou Marco, com a filha de 4 anos no colo.

Também na fila da seção 440, Ismael Almeida aguardava resoluto. Para o consultor da área de desenvolvimento humano, a espera era um mal menor.

“A gente não pode se omitir. Mesmo eu que, com mais de 70 anos, poderia não votar. Estou aqui para dar a minha contribuição para um país que eu acredito que seja o melhor para todos os nossos”.

Em outra seção, o estudante Tomás Schneider aguardava para votar pela primeira vez. Ansioso, tinha a colinha na mão.

“Acabei de fazer 18 anos este ano. Quis logo vir de manhã, porque é um horário mais calmo. Eu estou animado, acho que essas decisões vão ser importantes para o cenário do nosso país”, refletiu o jovem, que disse ter priorizado candidatos de sua geração e se inteirado sobre as propostas.

“O ponto principal, para mim, foi tentar eleger jovens, independentemente de grupo ou lado político. Meu pai trabalhou na política há muito tempo, na área pública, então, eu nasci meio que inserido nessa área. Gosto muito de política e acho que as pessoas têm que se interessar”, refletiu o jovem.

Poucos metros atrás dele na fila, o comerciante Thomás Cury aguardava tranquilo. Veio com a colinha escrita em papel e esperava que a votação fosse mais rápida, mas, ainda assim, estava animado. Já tendo atuado como mesário voluntário em eleições anteriores, nesta, participa somente como eleitor. 

“Não vou desanimar aqui, não. Votarei e depois ainda venho, durante a tarde, trazer meu pai”, disse.

Ele conta que, ao se informar sobre seus candidatos, se surpreendeu positivamente.

“Desconhecia alguns projetos que apresentaram durante estes últimos anos e gostei bastante do que vi”, contou. “Cada um tem suas razões e motivos para não votar ou para escolher, mas não é difícil, hoje, você parar, conhecer as propostas e avaliar os candidatos”, completou.

source

Share.

Deixe uma respostaCancelar resposta

.
Exit mobile version