Com informações da ONU
A vítima era um cidadão queniano que residia na República Democrática do Congo, RD Congo. Ele chegou ao país via Uganda e faleceu na segunda-feira.
Situação sob controle
O indivíduo chegou à capital queniana, Nairóbi, já apresentando os sintomas da doença. Autoridades de saúde explicaram que ele foi imediatamente internado e submetido a exames que confirmaram o diagnóstico de ebola antes de falecer.
Apesar do estado de alerta, as autoridades de saúde anunciaram que a situação está sob controle e que o Quênia não enfrenta um surto da doença.
A OMS apoia os profissionais de saúde na prevenção e resposta ao ebola
Em entrevista à ONU News, na capital queniana, a representante da OMS no país, Neema Kimambo, explicou que não existem outras infecções confirmadas no país até o momento.
Já ministro queniano da Saúde, Aden Duale, reforçou a mensagem de calma à nação africana ao apresentar detalhes sobre a capacidade de resposta médica dando conta de uma operação em curso intensiva e rigorosa de rastreamento de contatos.
Profissionais de saúde
A meta é impedir qualquer possibilidade de propagação do vírus. As autoridades de saúde identificaram um total de 57 contatos ligados ao caso confirmado. Destes, dez já foram localizados e colocados em quarentena.
Enquanto decorrem esforços para rastrear e acompanhar os contatos restantes, Kimambo confirmou que os familiares que receberam o paciente no aeroporto, os visitantes do hospital e os profissionais de saúde que o atenderam foram listados e colocados sob observação rigorosa.
Até agora, não há relatos oficiais de novas infecções e nenhuma das pessoas em quarentena apresentou sintomas da doença.
Para garantir máxima segurança e prontidão contínua, o governo queniano revisou a capacidade de isolamento e gestão de casos suspeitos e confirmados. Aden Duale examinou a Unidade de Isolamento de Ebola do Hospital de Nairóbi.
Possibilidade de expansão imediata
O local está equipado com 133 leitos e opera em uma zona estritamente separada do campus principal da unidade de saúde, implementando medidas severas para prevenir qualquer interação com os demais pacientes.
Até agora, não há relatos oficiais de novas infecções e nenhuma das pessoas em quarentena apresentou sintomas da doença
A capacidade estrutural do país abrange cinco instalações designadas em prontidão, incluindo o Hospital Nacional Kenyatta, o Hospital de Ensino e Referência Moi, o Hospital do Serviço Nacional de Polícia e o Hospital Port Reitz. Há possibilidade de expansão imediata caso seja necessário, segundo as autoridades.
A vigilância preventiva também foi reforçada nas fronteiras e em todos os pontos de entrada do país.
Foco absoluto em passageiros
Centros de isolamento temporário foram identificados e estabelecidos em locais estratégicos como Malaba e Kocholia, enquanto as instalações em Alupe passam por reformas.
A triagem de viajantes foi intensificada, com foco absoluto em passageiros que chegam de países como República Democrática do Congo, Uganda, Tanzânia, Angola, Ruanda e Sudão do Sul.
O Ministério da Saúde do Quênia apela ao público para que permaneça vigilante, mas sem pânico. A instituição incentiva qualquer pessoa com sintomas a buscar atendimento imediato em uma unidade de saúde reconhecida e a utilizar a linha de informações de saúde gratuita para busca de orientações seguras.
