Para observar a evolução do segmento ao longo dos anos, o Painel do MEI, do Sebrae, registra que, em 2020, havia 731 negócios dessa atividade na região e 184 em Presidente Prudente. Na comparação, o município apresenta um aumento de 40,8%, passando de 184 para 259 registros.
Os levantamentos consideram a atividade classificada no CNAE 4723-7/00, referente ao comércio varejista de bebidas. O enquadramento abrange negócios que comercializam bebidas de forma física ou online, sem espaço para consumo no próprio estabelecimento.
O movimento também é observado no cenário estadual. Levantamento realizado pelo Sebrae-SP, com base em dados do Portal do Empreendedor, aponta que o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) que atuam na comercialização de bebidas no Estado de São Paulo passou de 58.790, em 2021, para 78.570, em 2026, um crescimento de 33,6% no período. Na capital paulista, o avanço foi de 26,4%, passando de 16.258 para 20.558 MEIs.
O segmento ganhou força durante a pandemia de Covid-19, impulsionado pelo delivery, e continua presente nos bairros paulistas com propostas baseadas em conveniência, agilidade, variedade de produtos e proximidade com os consumidores. Além de cervejas, vinhos, destilados e bebidas não alcoólicas, os estabelecimentos podem ampliar o portfólio com itens como gelo, carvão, alimentos e petiscos para confraternizações.
A combinação entre loja física, atendimento por canais digitais e entregas também amplia as possibilidades de atuação dos pequenos negócios. Para aproveitar essas oportunidades, porém, é importante conhecer o mercado e manter atenção à gestão.
Oportunidades e desafios
Para Daniela Lemes, analista de negócios do Sebrae-SP, atuar nesse segmento exige planejamento e conhecimento do público consumidor.
“Quem deseja empreender no comércio de bebidas precisa ir além da abertura da empresa. É importante entender os hábitos dos consumidores, identificar os produtos com maior procura, organizar as compras e o estoque e definir preços que cubram os custos e garantam a viabilidade do negócio. Em um mercado competitivo, oferecer um bom atendimento e facilitar a compra também pode ajudar a conquistar e fidelizar clientes”, orienta.
A localização e as características do público também devem ser consideradas na definição das estratégias comerciais. Perfil de renda, hábitos de consumo, concorrência, horários de funcionamento e possibilidade de entrega podem influenciar diretamente os resultados. Conhecer essas particularidades ajuda o empreendedor a ajustar sua oferta à demanda e a identificar oportunidades em cada região.
A presença digital é outro recurso que pode contribuir para a divulgação e as vendas. Redes sociais e aplicativos de mensagens permitem apresentar produtos, divulgar ofertas e manter contato com os clientes. Segundo Daniela, o uso desses canais deve fazer parte de uma estratégia compatível com a realidade de cada empresa.
“Estar presente nos canais digitais pode ampliar a divulgação dos produtos e facilitar o contato com os consumidores, desde que essa presença seja planejada. É importante escolher os canais mais adequados ao público, manter as informações atualizadas e garantir condições para atender aos pedidos recebidos. Quando bem utilizada, a comunicação digital pode fortalecer o relacionamento com os clientes e abrir novas possibilidades de venda”, finaliza a analista.
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Com informações do SEBRAE SP





