Esse é o papel do agente comunitário de saúde (ACS), um profissional que atua diariamente nos bairros de Santos e é um forte elo entre a população e as equipes da rede pública.
Neste domingo (4), é celebrado o Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde. Santos conta hoje com 339 profissionais distribuídos pelos bairros do Município. Sempre identificado com uniforme e crachá oficial da Prefeitura, o ACS reside na própria área em que trabalha.

Mais do que realizar visitas domiciliares, o agente comunitário acompanha histórias, identifica necessidades e ajuda a prevenir problemas de saúde. Ele verifica a caderneta de vacinação das crianças, acompanha a realização de exames, observa o uso de medicamentos, faz o acompanhamento de gestantes, tira dúvidas e comunica à equipe de saúde situações que precisam de atenção.
Presente nas unidades de saúde e em atividades realizadas junto à comunidade, o agente comunitário participa de ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e agravos, acompanhamento das famílias, educação em saúde, grupos educativos e atividades coletivas.
“Esse olhar do ACS permite, por exemplo, a identificação precoce de situações de risco. Além disso, esse profissional contribui ainda no estímulo às famílias pela busca aos serviços de saúde quando necessário, em um trabalho que estabelece que o cuidado esteja conectado às necessidades reais de cada território”, destaca o secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez.

23 ANOS DE HISTÓRIA
A agente comunitária de saúde do Marapé, Sandra Araújo, diz que são as histórias e a possibilidade de ajudar as pessoas que mantêm vivo o entusiasmo pela profissão. “O que mais me motiva é saber que posso fazer diferença na vida de alguém. Às vezes é uma orientação simples, uma visita, uma conversa ou até lembrar uma pessoa de procurar atendimento de saúde. Quando vejo que aquela orientação ajudou alguém, isso me dá vontade de continuar.”, conta ela que é ACS há 23 anos.
Ao longo desse período, Sandra também aprendeu que cada família tem uma realidade diferente. Entre os desafios da profissão estão atender às diversas demandas do território, encontrar moradores em casa, lidar com o acesso aos serviços e, algumas vezes, conquistar a confiança do munícipe.
Sandra Araújo
A rotina também impõe desafios que vão além do atendimento: chuva, sol forte e as próprias condições do território fazem parte do dia a dia. Para ela, entretanto, um dos principais instrumentos de trabalho continua sendo simples e essencial: saber ouvir.
“Um bom relacionamento com os moradores ajuda muito no nosso trabalho, porque conseguimos conhecer melhor as necessidades daquela família e orientar de uma maneira mais humanizada. Para mim, saúde também é saber ouvir”, afirma Sandra.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS.
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Com informações da Prefeitura de Santos




Sandra Araújo