Avelino Israel
Fundação Cultural Cassiano Ricardo
Parcerias firmadas pelo Museu do Folclore de São José dos Campos ajudaram a enriquecer a programação do Mês do Folclore e contribuíram imensamente para concretizar o tema definido para este ano: Paraíba do Sul: Caminhos do rio, vozes do vale.
Esta é a última semana (de 26 a 29) da programação, que teve início no dia 12 de agosto, com a inscrição de 25 escolas (públicas e privadas) e 8 instituições, num total de 3.453 pessoas (entre crianças, jovens e adultos).
Ecomuseu
Uma destas parcerias foi firmada com o projeto Ecomuseu dos Campos de São José, que viabilizou a estação Amanhã do rio, que possui estrutura triangular feita de bambu e um emaranhado de fios que remete às redes de pesca. Nela, os participantes receberam informações sobre nascentes, estudos de qualidade da água e ODS.
O projeto Ecomuseu também é gerido pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que faz a gestão do Museu do Folclore.
Detentores de saberes

O percussionista Nilton Blau | Foto: Divulgação
Nilton Blau: percussionista, violeiro, violonista compositor, cantador, musicista versátil, que no Mês do Folclore compartilhou seus saberes, músicas e histórias na estação Piraquara.

A figureira Tina Lemos | Foto: Divulgação
Tina Lemos: educadora, artesã e figureira que também compartilhou suas vivências na estação Piraquara, convidando os participantes a experenciarem a modelagem em argila.
Quati (João Ramos): pescador profissional, frequentou o Rio Paraíba do Sul na infância, com sua família de pescadores. Participou da construção das canoas para o Mês do Folclore e emprestou elementos para a cenografia, bem como compartilhou seus saberes na estação Piraquara.
Outras parcerias
Moeté Filmes: captação sonora do Rio Paraíba (feita para o documentário O Rio no Meu Quintal) ouvida na estação imersiva O rio que fala.

Brincadeiras com a “cobra coral” | Foto: Divulgação
Coletivos Macamba N’Goma e Tropa do Vale: empréstimo da “cobra coral” (peça criada para o espetáculo Folia do Boi de Cabaça nas trilhas abertas do Morro do Carrapato), colocada na estação O amanhã do rio e na roda de encerramento da trilha.

“Cobra grande” na trilha interativa | Foto: Divulgação
Grupo Batucaia e Museu de Antropologia do Vale: empréstimo da “cobra grande” (criada pelo grupo de Jacareí), que fez parte do percurso da trilha interativa.
Cíntia Moreira: arte-educadora, atriz, formadora de professores e narradora de histórias (graduada em Educação Artística, mestra em Educação, habilitada em Artes Cênicas e Magistério, especialista em Arteterapia e Narração).
Explora histórias sobre a origem, mistérios e seres encantados do Rio Paraíba do Sul, que muito contribuíram com a construção simbólica e conceitual da proposta do Mês do Folclore deste ano.
Dona Antonia (Antonia Ramos): parteira tradicional e moradora antiga da comunidade Beira Rio. Valoriza os saberes tradicionais, defende a preservação da natureza e se preocupa em transmitir esses valores às novas gerações.
Seus saberes compartilhados com a equipe de pesquisa do museu foram fundamentais para a construção da proposta narrativa do Mês do Folclore.
Instituto Chão Caipira (Paraibuna): contribuiu com fotografias selecionadas do seu acervo, para as estações O Rio que Fala e Piabas e Lambaris.
Gestão
O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.
Museu do Folclore de SJC
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Com informações da Prefeitura de São José dos Campos




