Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro encerrou o pregão com valorização de 0,91%, cotado a US$ 4.201,60 por onça-troy, após atingir a máxima intradiária de US$ 4.235,80. Esse desempenho marca a quarta sessão consecutiva de alta e reforça a tendência positiva do metal no cenário internacional.
Investidores buscam refúgio no ouro diante das novas tarifas americanas
Com a recente imposição de tarifas adicionais dos Estados Unidos contra a China, analistas destacam que os investidores têm intensificado a diversificação de suas carteiras, apostando no ouro como proteção contra a volatilidade.
Fawad Razaqzada, analista da City Index e da FOREX.com, afirmou à CNBC que o movimento deve continuar, com possibilidade de o metal alcançar US$ 5.000 em médio prazo. Segundo ele, eventuais correções pontuais nos preços tendem a atrair novos compradores, reforçando o ouro como o ativo de maior estabilidade no atual cenário global.
Além disso, declarações recentes do dirigente do Federal Reserve, Stephen Miran, sobre a possibilidade de novas reduções na taxa básica de juros nos Estados Unidos contribuíram para o fortalecimento do ouro em detrimento do dólar, outro ativo tradicionalmente considerado seguro.
Política monetária e tensões comerciais impulsionam o ouro
A alta do ouro também foi sustentada pela fala do presidente do Fed, Jerome Powell, que reforçou a possibilidade de cortes graduais de juros ainda neste ano. Segundo analistas da ANZ Research, a expectativa de uma política monetária mais flexível nos Estados Unidos favorece o avanço do metal, reduzindo a atratividade do dólar e de títulos de renda fixa americanos.
De acordo com levantamento divulgado pela VEJA Negócios, o ouro acumula valorização superior a 60% em 2025, impulsionado pelo movimento de fuga global para ativos de proteção diante do aumento das incertezas políticas e econômicas.
O ouro como “porto seguro” dos investidores
De acordo com Igor Ferreira, CEO da Fábrica do Ouro, especialista em joias de alto padrão, a busca pelo ouro reflete o cenário de instabilidade nas relações comerciais entre Pequim e Washington.
“O ouro é historicamente o ativo mais seguro do mundo. Todos os bancos centrais, dos EUA, da China e também o brasileiro, mantêm reservas em ouro para garantir a segurança de suas moedas”, explicou Ferreira.
O especialista ressaltou que, em momentos de indefinição, o ouro se destaca por ser um ativo escasso, universal e independente de governos. Diferentemente do dólar, que representa uma moeda nacional, o ouro possui valor reconhecido globalmente seja por meio de lastro ou como itens de luxo como joias, acessórios e tecnologia, que reforça seu papel como reserva de valor em tempos de crise.
Para os analistas, o cenário global combina um ouro valorizado como ativo de proteção e um dólar mais estável, sustentado pela confiança em economias emergentes. Embora oscilações pontuais possam ocorrer, o consenso é de que o ouro continuará sendo o principal refúgio para investidores em meio às incertezas geopolíticas e econômicas.
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