Níveis de emergência em vários países
A diretora regional adjunta do WFP para a África Ocidental e Central, Sarah Longford, afirmou que a redução do financiamento foi uma das causas do aumento da fome em 2025, reiterando que o apoio às comunidades em crise é fundamental para evitar que a fome provoque “mais agitação, deslocamentos e conflitos em toda a região.”
Acampamento de Adre, Chade
A crise alimentar tem sido agravada por conflitos crescentes, deslocamentos e turbulência na economia, que aliados à redução da assistência humanitária, pressionam comunidades inteiras.
No Mali, áreas onde famílias receberam rações alimentares reduzidas registaram um aumento de 64% na fome aguda, IPC 3+, desde 2023, enquanto comunidades que receberam rações completas registaram uma diminuição de 34%.
Na Nigéria, a falta de financiamento em 2025 obrigou o WFP a reduzir os seus programas de nutrição, afetando mais de 300 mil crianças e agravando os níveis de desnutrição.
Necessidade de financiamento
Sem financiamento urgente, mais de 500 mil pessoas podem ficar sem assistência vital nas próximas semanas nos Camarões. Na Nigéria, o WFP estima que só conseguirá apoiar 72 mil pessoas em fevereiro, uma redução drástica face aos 1,3 milhão de pessoas assistidas durante a época de escassez de 2025.
Corte de ajuda levou a aumento da insegurança alimentar
Com recursos adequados, a agência tem alcançado impactos positivos para a segurança alimentar, através de ações antecipadas, proteção social e reforço da resiliência. Na região do Sahel, os programas do WFP apoiaram o desenvolvimento de infraestruturas, refeições escolares, nutrição e capacitação para ajudar a gestão de riscos climáticos extremos e de segurança.
Apelo e perspectivas
Segundo Sarah Longford, “para quebrar o ciclo da fome para as gerações futuras” será necessária uma mudança de paradigma em 2026, com maior investimento na “preparação, ação antecipada e reforço da resiliência” por parte dos governos nacionais e parceiros.
O WFP necessita urgentemente de mais de US$ 453 milhões nos próximos seis meses para continuar a prestar assistência humanitária vital em toda a região da África Ocidental e Central.
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Com informações da ONU


