De acordo com a enfermeira do PNAISP, Natana Crespo dos Santos, a proposta é desenvolver ações que estimulem o autoconhecimento e a ressignificação de vivências. “O foco principal da iniciativa é a promoção de dinâmicas terapêuticas e atividades de reintegração social, visando o fortalecimento emocional e a escuta qualificada”, destaca.
Na primeira roda de conversa, 12 internas com maior demanda de acompanhamento psicológico participaram de uma dinâmica de identificação de dores emocionais por meio de bilhetes anônimos, trabalhados coletivamente pela equipe. Ao longo de seis meses, o projeto prevê debates, oficinas, atividades de dança, grupos de leitura e sessões de cinema reflexivas. Na última semana, foi entregue um caderno terapêutico para incentivar a escrita como ferramenta de organização emocional, além da realização de prática de meditação e respiração consciente.
Segundo o coordenador do PNAISP, Bruno Cordeiro, o presídio feminino foi definido como prioridade após levantamento técnico. “Identificamos que é um público que, historicamente, enfrenta abandono familiar, altos níveis de depressão e ansiedade e um número expressivo de uso de psicotrópicos. Entendemos que era a unidade que mais necessitava dessa intervenção”, afirma.
Ele ressalta que o projeto foi estruturado para ser executado pela própria equipe de saúde, com possibilidade de ampliação futura para as demais unidades. “A saúde mental precisa ser trabalhada de forma contínua. Começamos em janeiro pela campanha, mas a proposta é que o cuidado aconteça de janeiro a janeiro”, conclui.
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Com informações da Prefeitura de Campos dos Goytacazes





