Encontro foi promovido pela Pastoral da Mobilidade Humana em parceria com o ACNUR, órgão da ONU – Organização das Nações Unidas
Representada pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuci), a Prefeitura de Guarujá participou, na última segunda-feira (23), da Formação sobre Imigração e Refúgio, promovida pela Pastoral da Mobilidade Humana, em parceria com o Alto Comissariado da ONU – Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Funcionários da Sedhuci e de outras secretarias municipais estiveram presentes nesse encontro, que ocorreu na Paróquia Nossa Senhora das Graças, a Igreja Matriz de Vicente de Carvalho.
Os temas abordados foram os conceitos fundamentais sobre migração e refúgio; os direitos das pessoas migrantes e refugiadas; o contexto regional e desafios atuais e a acolhida e integração local. O objetivo é acolher, proteger e integrar imigrantes e refugiados.
A Pastoral da Mobilidade Humana atende cerca de 120 imigrantes da região. Eles possuem inúmeras demandas e necessidades, como alimentos, fraldas e medicação, além da barreira do idioma e das questões culturais. A Congregação das Irmãs Scalabrinianas, que atua junto à Paróquia Nossa Senhora das Graças, também esteve presente na formação.
Alguns refugiados que se encontram em Guarujá também participaram do encontro, uma delas foi Victória Jordan, advogada venezuelana, e também Louinel Auguste, empresário haitiano. Ambos afirmaram que uma das maiores dificuldades é a questão da língua, pois, quando se conhece a língua do país, os caminhos se abrem com mais facilidade.
Sobre o ACNUR
O ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), conhecido como a Agência da ONU para Refugiados, é uma organização internacional dedicada a salvar vidas, proteger direitos e garantir um futuro digno para pessoas forçadas a deixarem suas casas devido a guerras, conflitos, perseguições e violações de direitos humanos.
Fundado em 1950, logo após a Segunda Guerra Mundial, o ACNUR já ajudou mais de 50 milhões de pessoas e recebeu duas vezes o Prêmio Nobel da Paz (1954 e 1981). A organização é quase totalmente financiada por doações voluntárias.
O ACNUR está presente no Brasil há mais de 40 anos, colaborando com o Governo para facilitar documentos, trabalho, estudo e integração socioeconômica. O órgão fornece abrigo, alimentos, água, medicamentos e ajuda humanitária emergencial em situações de crise e trabalha para a integração local dos refugiados, repatriação voluntária ou reassentamento em terceiros países.
Segundo dados do ACNUR, no Brasil há mais de 731 mil pessoas vivendo em deslocamento forçado, 140 mil refugiados reconhecidos de 121 países diferentes, 68.132 solicitantes de asilo e 522.975 outras pessoas em necessidade de proteção internacional e apátridas.
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Com informações da Prefeitura de Guarujá




