Funcionários da Policlínica Martins Fontes, em Santos, receberam o Grupo de Informação, Educação e Comunicação (IEC), da Secretaria de Saúde, nesta quarta-feira (6), para capacitação sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A ação foi realizada durante a reunião mensal de equipe.
Os agentes esclareceram sobre o ciclo de vida do mosquito, desde a fase dos ovos, que podem sobreviver até um ano em locais secos, aguardando água para se desenvolver e eclodir; até a fase adulta, detalhando que somos o alvo principal da fêmea, em decorrência do nosso sangue ser ideal para que desenvolva os ovos.
O manejo clínico dos pacientes picados também foi abordado pela enfermeira Fabiana Pinho, da Seção de Vigilância Epidemiológica de Santos (Seviep), que também apresentou dados atualizados de casos e vacinação.

“É importante que os funcionários olhem o ambiente de trabalho como potencial criadouro, então devemos trazer essas informações, olhando nossas unidades, verificando recipientes e locais que possam acumular água. E sempre ressaltar os sinais e sintomas que caracterizam os casos suspeitos: dor no corpo, dor de cabeça, febre. São indícios de pacientes com suspeita de dengue, zika ou chikungunya e, sempre que possível, fazer o diagnóstico diferencial, tanto durante exame clínico como coleta de sangue para exame laboratorial”, explicou Fabiana.
Liseane Quadros, chefe da equipe de Informação, Educação e Comunicação (IEC), destacou a importância de orientar pacientes sobre tratamentos e cuidados. “Buscamos fazer isso como uma conversa tranquila. E a policlínica é a porta de entrada, muitas vezes vai ouvir os primeiros relatos de alguém que está com os primeiros sintomas. É importante saber sobre tempo certo de infecção, o encaminhamento ideal e o tratamento mais eficiente”, explicou.

Ela pontuou sobre a importância da ação na unidade, por se tratar de uma unidade de saúde em família, uma vez que o mosquito pode picar mais de uma pessoa e, caso esteja dentro de casa, permanecerá escondido e poderá infectar mais familiares.
“Nossa policlínica está localizada em uma área mais vulnerável. Recebemos muitos casos de dengue, então essa capacitação é extremamente importante. Além disso, manter inclusive a parte administrativa consciente, porque eles também estão em contato com os pacientes. Precisamos ter essas informações para conscientizarmos a população”, contou Fábio Gonçalves, chefe da unidade.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS
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Com informações da Prefeitura de Santos




