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A Copa do Mundo FIFA de 2026 vai começar no próximo dia 11 de junho- com a estreia da seleção brasileira, contra o Marrocos, marcada para dois dias depois. Esta é a terceira reportagem da série semanal demonstrando a relação da Cidade com o maior evento de futebol do mundo e este esporte que movimenta bilhões de pessoas ao redor do globo. Leia os demais textos em https://www.santos.sp.gov.br/?q=portal/santos-nas-copas

 

Fábio Maradei

A série de matérias Santos nas Copas contando a relação do município com o maior torneio internacional de futebol do planeta e, sem dúvida, o mais esperado por milhões de torcedores ao redor do mundo, tem sequência. Agora contando a eterna ligação de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, com a Cidade.

A relação do Rei do futebol com Santos extrapola os limites do esporte. Sua imagem estava intrinsicamente ligada ao Santos Futebol Clube e, naturalmente, à Cidade. Ao ser jogador do “Peixe” em todas as Copas, ele criou uma associação harmônica e única.

Santos e Pelé tem uma eterna ligação, simbolizada, inclusive, pelo Museu Pelé, instalado na Cidade e que o próprio ídolo definiu como o lugar onde sua história seria apresentada. Antes de qualquer camisa pesada, de qualquer seleção lendária ou de qualquer estádio lotado, Pelé tinha como lugar favorito a Vila Belmiro, o icônico estádio instalado no meio de um bairro de Santos.

Pelé, eterno ídolo do Santos Futebol Clube, não apenas elevou o nome da Cidade ao cenário internacional, como escreveu, nas Copas do Mundo, a mais grandiosa trajetória individual da história do futebol: protagonista de uma era em que o Brasil passou a ser sinônimo de excelência no esporte.

Das ruas de Santos aos maiores palcos do planeta, Pelé construiu uma conexão indissociável entre a Cidade e a Copa do Mundo FIFA. Foi estrela nas conquistas de 1958, 1962 e 1970, encantando o mundo com talento, carisma e genialidade, e levando consigo, em cada gol e em cada conquista, o nome do Santos Futebol Clube e da Cidade que o consagrou.

Mais do que títulos, o Rei transformou a história das Copas — e fez de Santos um ponto permanente no mapa do futebol mundial. Dizer que Pelé e a Copa do Mundo possuem uma história de amor é pouco.

A relação entre o maior jogador de todos os tempos e o principal torneio do planeta é um épico que mudou o futebol para sempre.

RAÍZES

Mas há um detalhe que torna essa trajetória ainda mais mística: enquanto outros craques brilharam por diversos clubes europeus, Pelé conquistou o planeta mantendo suas raízes fincadas no solo santista.

Até hoje, o futebol aguarda alguém que possa se sentar à mesma mesa que Edson Arantes do Nascimento. Pelé permanece como o único jogador na história a conquistar três títulos de Copa do Mundo – 1958, 1962 e 1970.

Um recorde inabalável!

Em sua primeira Copa, em 1958, Pelé chegou à Suécia com apenas 17 anos. Recuperando-se de uma lesão no joelho, perdeu os primeiros jogos, mas quando entrou, a história mudou. Ao marcar o gol da vitória contra o País de Gales e um hat-trick contra a França, o mundo perguntava: “Quem é esse garoto do Santos?”.

Na Copa seguinte, no Chile, em 1962, Pelé já era o melhor do mundo. Ele marcou um gol antológico contra o México, mas uma distensão muscular o tirou precocemente do torneio. Mesmo assim, o elenco contava com a “espinha dorsal” santista – Zito, Pepe, Mengálvio, Gilmar, Coutinho e Mauro – para garantir o bi.

Em 1966, na Inglaterra, a violência dos defensores europeus e a má organização da seleção tiraram o brilho do Rei. Foi o momento de maior provação, fazendo-o jurar que nunca mais jogaria uma Copa.

Para a sorte do futebol, ele mudou de ideia e em 1970 veio a apoteose no México. Foi a consagração da “Seleção de Ouro”. Pelé não era mais apenas o jovem veloz.

Perto dos 30 anos era o cérebro do time. Diferente das outras Copas, disputou todos os jogos. Seus “não-gols” (o chute do meio de campo contra a Tchecoslováquia, a cabeçada defendida por Banks (Inglaterra) e o drible de corpo no goleiro uruguaio Mazurkiewicz) tornaram-se tão lendários quanto seus gols reais.

CIDADÃO DO MUNDO

Ao conquistar a Taça Jules Rimet, Pelé selou seu destino. Ele era um cidadão do mundo, mas sua alma pertencia a Santos.

O Santos não era apenas seu time, mas sua plataforma de exibição global através das famosas excursões. Apesar de propostas milionárias de gigantes europeus, Pelé permaneceu na Vila Belmiro durante todo o seu auge na seleção.

E essa simbiose deixou um legado. Santos é e sempre será conhecida como a Cidade do Rei e que abriga Museu Pelé e o Memorial das Conquistas, acervo do Santos na Vila Belmiro, mantendo viva a chama do atleta que colocou Santos em evidência mundial.

“Eu não sou Pelé o tempo todo. Eu sou o Edson. Mas o Pelé sempre soube que o Santos era sua casa, o lugar onde a mágica começava para depois ganhar o mundo.”

EFICIÊNCIA

Pelé não era apenas um criador de jogadas; ele era a definição de eficiência. Em 14 jogos de Copa do Mundo, ele marcou 12 gols, uma média impressionante de 0,86 por partida. O mais incrível é a importância desses gols: a maioria aconteceu em fases decisivas.

Na Copa de 1958 foram seis gols, um contra o País de Gales (Quartas de final), três contra a França (Semifinal) e dois contra a Suécia (Final).

Em 1962, um gol contra o México (Fase de Grupos), mas um golaço enfileirando a defesa adversária.

Quatro anos depois, no México, mais um gol, contra a Bulgária (Fase de Grupos), de falta.

Já em 1970 o grande final, com quatro gols, um contra a Tchecoslováquia e dois contra a Romênia (Fase de grupos) e um contra a Itália (Final).

FESTA EM CASA

Depois do emblemático tri e Pelé falando que Santos era sua casa, a recepção não poderia ser em outro lugar. Quando ele e os santistas da seleção Carlos Alberto Torres (que levantou a taça), Clodoaldo, Edu e Joel Camargo voltaram da Copa, a Cidade foi o palco da explosão emocional e parou.

O percurso da capital e o litoral foi uma verdadeira procissão, com direito a desfile em Santos em caminhão do Corpo de Bombeiros, diante de um mar de gente, na praia e nas ruas do entorno da Vila Belmiro. Dos prédios da orla, os moradores lançavam papéis e serpentinas.

O som das sirenes e o hino do Santos eram onipresentes. O destino final não poderia ser outro: o Estádio Urbano Caldeira. No gramado onde treinava diariamente, Pelé foi erguido nos braços do povo.

VIZINHOS

O melhor jogador da história, agora tricampeão, era do Santos. Pelé recebeu diversas homenagens da Prefeitura e do clube, mas o que ele mais ressaltava era o carinho dos vizinhos de bairro, que o tratavam como o “Edson da Vila”, apesar de ser o homem mais famoso do planeta.

A história de Pelé é a prova de que você pode conquistar o universo sem nunca esquecer de onde veio. O fato de ele ter sido tricampeão, sendo 100% do tempo jogador do Santos, é a maior demonstração de amor, de fidelidade e de grandeza que dificilmente será batido.

E a história das Copas do Mundo pode ser contada antes e depois de Edson Arantes do Nascimento, mas a história de Pelé jamais poderá ser dissociada do Santos FC e de Santos.

ROTEIRO 

Na Cidade, há um verdadeiro roteiro de locais que remetem a Pelé. Começando pela entrada de Santos, com o Viaduto denominado Rei do Futebol e o monumento em formato de camisa do Santos, também o Museu Pelé, as casas onde morou e até mesmo o cemitério Memorial, onde está sepultado. Todos os pontos estão relacionados no link do site www.turismosantos.com.br/pt-br/content/pele.

Ao longo de doze anos e quatro mundiais, o Rei provou que a lealdade e a genialidade podiam caminhar juntas: ele conquistou o planeta três vezes, mas nunca precisou deixar o litoral paulista para ser o maior de todos.

Pelé partiu para a eternidade, mas deixou um registro inalcançável: o único homem a vencer três Copas, o único a reinar por duas décadas e o único a levar o nome de uma cidade brasileira a todos os cantos da Terra através da bola.

Santos e Pelé são, e sempre serão, a prova de que o Mundo é pequeno para quem nasceu para ser eterno.

 

Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS.

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Com informações da Prefeitura de Santos

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