Com informações da ONU
Mako é uma das 245 deslocados internos que vivem no novo assentamento de Gribble, no nordeste do país, onde já foram construídas 30 habitações, ao abrigo do Programa Conjunto Saameynta.
Programa habitacional para deslocados internos
Esta iniciativa foi implementada em 2021 pela ONU-Habitat, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações, OIM, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, e o Governo da Somália.
O programa reúne habitação, serviços básicos e infraestruturas acessíveis para apoiar 3,8 milhões de deslocadas. A segunda fase, com início previsto para dezembro, vai integrar o planeamento de resposta aos riscos climáticos e a criação de oportunidades de meios de subsistência adaptativos.
O plano procura criar soluções duradouras, em que as famílias possam reconstruir as suas vidas em espaços inclusivos e resilientes às alterações climáticas, notou Sophos Sophianos, gestor de projeto da ONU-Habitat.
Assentamento de famílias em Baidoa, Somália
Uma solução com inclusão em mente
Mais do que substituir um abrigo precário por uma casa resistente, a mudança de Mako proporcionou-lhe novas condições para recuperar a autonomia quotidiana que havia perdido.
O programa integra plantas habitacionais acessíveis, caminhos e rampas para apoiar pessoas com deficiência, pessoas idosas e outras pessoas com mobilidade reduzida. Tal como outros residentes, Mako recebeu ainda uma cadeira de rodas, reforçando a sua mobilidade e independência diária.
Enquanto pessoa com deficiência, ela dependia dos vizinhos capazes de a transportarem para locais seguros sempre que ventos fortes ou chuvas intensas ameaçavam o seu antigo local de residência.
Agora, a acessibilidade e o apoio à mobilidade no assentamento de Gribble dão-lhe maior independência e reduzem a sua dependência de terceiros.
Um novo começo em segurança
A disponibilidade de uma solução habitacional duradoura, bem como o acesso a água, maior mobilidade e segurança quanto no seu local de residência trouxeram uma mudança significativa para a vida de Mako.
Após mais de três décadas de deslocação, a sexagenária considera-se finalmente em segurança, com uma esperança renovada para reconstruir a sua, vida longe do conflito e da insegurança persistentes.




