Essa atenção ganha ainda mais relevância em 29 de setembro, Dia Mundial do Coração, data reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Federação Mundial do Coração. A data chama atenção para a importância de cuidar da saúde cardiovascular e conhecer melhor os fatores relacionados ao funcionamento do coração.
Parte desse cuidado passa também por prestar atenção aos sinais do próprio corpo e entender como eles se comportam no dia a dia. Para quem começou a correr, por exemplo, acompanhar os dados de diferentes treinos permite olhar para além de uma atividade isolada. É possível observar a intensidade dos exercícios, comparar períodos de treinamento e entender como a rotina de atividade física vem evoluindo. O mesmo vale para o descanso: informações registradas durante o sono podem ajudar a construir uma referência individual e mostrar quando determinados indicadores apresentam mudanças em relação ao padrão habitual.
É nesse contexto que surge uma pergunta prática: como acompanhar a saúde do coração no dia a dia e manter um histórico dessas informações?
A tecnologia pode ajudar a reunir esses dados em um único lugar. Dispositivos vestíveis — também chamados de wearables — podem registrar, em conjunto com aplicativos de saúde, informações diretamente relacionadas ao coração, como frequência cardíaca, pressão arterial, atividade elétrica do coração registrada pelo eletrocardiograma (ECG) e ritmo cardíaco. Dados sobre sono e atividade física complementam esse histórico e ajudam a contextualizar essas informações.
Para Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil, ter acesso a esses dados ajuda a construir uma visão mais contextualizada do próprio corpo. “Cada pessoa tem seus próprios padrões, e conhecer essas variações pode ajudar na tomada de decisões mais informadas sobre a própria saúde”, explica.
Como ter uma visão mais ampla da saúde do coração?
A frequência cardíaca é um dos indicadores que podem ser acompanhados em diferentes momentos do dia. No Galaxy Watch9, o Sensor BioActive combina sensores ópticos, elétricos e de temperatura para coletar dados biométricos utilizados pelos recursos de saúde do dispositivo.
Além da frequência cardíaca, outros indicadores relacionados à saúde do coração também podem ser acompanhados por meio de wearables, como:
– Pressão arterial: permite acompanhar os níveis de pressão arterial por meio de um Galaxy Watch compatível, após a calibração necessária do recurso.
– Eletrocardiograma (ECG): registra e analisa os sinais elétricos do coração, permitindo observar informações relacionadas ao ritmo cardíaco.
– Ritmo cardíaco: o Galaxy Watch acompanha o ritmo cardíaco ao longo do dia. A Notificação de Ritmo Cardíaco Irregular (IHRN) que monitora o ritmo cardíaco do usuário e envia uma notificação proativa caso sinais anormais sejam identificados repetidamente.
Acompanhar esses indicadores ao longo do tempo ajuda a construir um histórico individual, que pode ser consultado para entender como os dados variam de acordo com a rotina. No Galaxy Watch9 e no Galaxy Watch Ultra2, essa visão mais ampla também está presente na Pontuação da Saúde do Coração, que reúne diferentes informações relacionadas ao bem-estar cardiovascular.
A Pontuação da saúde do coração considera duração e qualidade do sono, atividade física, composição corporal e Carga Vascular, transformando esses diferentes dados em uma referência individual que pode ser acompanhada ao longo do tempo.
O sono também oferece informações importantes para esse acompanhamento. Por meio do recurso Sinais Vitais, o Galaxy Watch9 e o Galaxy Watch Ultra2 acompanham frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura da pele e nível de oxigênio no sangue durante o descanso. Esses dados são comparados com os padrões habituais de cada pessoa, ajudando a contextualizar as informações registradas ao longo da noite.
Conhecer os próprios padrões é diferente de fazer um autodiagnóstico
Ter acesso a mais informações pode deixar o usuário mais informado sobre o próprio corpo, mas os dados de um dispositivo não substituem avaliação médica.
Uma alteração percebida no histórico, por exemplo, não deve ser interpretada isoladamente como sinal de uma doença. O histórico pode, no entanto, ajudar a pessoa a descrever melhor o que vem observando e levar informações mais concretas para uma conversa com um profissional de saúde.
Essa distinção também se aplica aos recursos de saúde cardiovascular. A Pontuação da saúde do coração é destinada a informações de condicionamento físico e bem-estar e não deve ser utilizada para diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças.
“Tecnologia e medicina têm papéis diferentes. O dispositivo pode ajudar a registrar informações e facilitar o acompanhamento da rotina, mas a interpretação clínica desses dados deve ser feita por profissionais de saúde. O mais importante é que a tecnologia ajude a pessoa a estar mais informada, sem substituir esse cuidado”, explica Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil.
O cuidado com a saúde também está presente em outras frentes de tecnologia da Samsung. Na área de Health & Medical Equipment (HME), a empresa desenvolve soluções de diagnóstico por imagem, inteligência artificial e telemedicina que apoiam profissionais de saúde na avaliação e no acompanhamento de pacientes.
No Dia Mundial do Coração, acompanhar a própria rotina pode ser uma forma de prestar mais atenção ao corpo. Manter um histórico, conhecer os próprios padrões e observar mudanças não substitui o acompanhamento profissional, mas pode ajudar a pessoa a chegar a essa conversa com mais informações.
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