Enquanto a região sul enfrentará secas e escassez de água, a agência recomenda às zonas ao norte se prepararem para temporais e deslizamentos, além do aumento expressivo nas temperaturas.
Calor histórico e risco de recordes
Esses temas foram destaque no Fórum de Perspectivas Climáticas do Sudoeste do Oceano Índico, Swiocof, que reuniu especialistas de países e territórios como Comores, Madagascar, Malauí, Ilhas Maurício, Moçambique, Seychelles, África do Sul e Tanzânia.
De acordo com a agência, o risco de a região registrar temperaturas na faixa dos 10% mais quentes da história estatística quintuplicou.
A expectativa dos meteorologistas é que os recordes de calor sejam quebrados ao longo dos próximos dois trimestres.
O calor extremo traz ameaças diretas à saúde pública, como insolação e desidratação. Ele também causa danos à agricultura e aos ecossistemas marinhos, aumentando o risco de branqueamento de corais.
Moçambique. Impacto da seca induzida pelo El Niño na província de Manica.
Seca ao sul, enchentes ao norte
Regiões como a África do Sul, o sul de Moçambique, o Malauí e o sudoeste de Madagascar devem registrar precipitações abaixo da média, ameaçando safras agrícolas, pastagens para o gado e a segurança alimentar.
Já na Tanzânia, o norte de Malauí, Ilhas Seychelles e partes das Ilhas Mascarenhas terão chuvas acima do normal, com risco de inundações, deslizamentos de terra, contaminação do abastecimento de água e prejuízos à infraestrutura rodoviária e urbana.
O contraste também é visível dentro dos países. Em Madagascar, o norte e o leste registram chuvas dentro ou acima da média, enquanto o sudoeste lidará com estiagem prolongada.
Ações preventivas
Diante desse cenário, a agência recomenda que os governos adotem planos de emergência adaptados para diversas situações de gestão de desastres.
A OMM recomenda a antecipação das preparações para as próximas semanas para reduzir as possibilidades de mortes e econômicas em toda a região.
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Com informações da ONU




